História

A Fazenda Mandaguahy começou sua história em 1858 com a compra de uma gleba de terra denominada Fazenda Pouso Alegre de cerca de 6.000 alqueires (14.520 hectares) pelos irmãos Almeida Prado, Antonia, Leonor, Lourenço, Francisco, Vicente e João, filhos do Capitão-Mór de Itu, João de Almeida Prado, netos do Ouvidor Lourenço de Almeida Prado e Capitão-Mór Vicente Taques Góes de Aranha.

A gleba da Fazenda Sant´Anna do Mandaguahy pertencia a irmã mais velha, Antonia de Almeida Prado casada com Joaquim Pires de Campos. Antonia faleceu em 1862, não deixando descendência deste seu segundo casamento. A fazenda Mandaguahy com então 499 alqueires ficou para o seu segundo marido Joaquim Pires de Campos, bem como os bens móveis que estavam na fazenda como tachos de cobre, panelas de ferro, canastras, louças de mesa, bules, castiçais, oratório com imagem, catres, bruacas, bancos, cadeiras etc e os 15 escravos. Já os três filhos do primeiro marido de Antonia de Almeida Prado, Joaquim Ferraz de Almeida ficaram com as outras propriedades na vila de Jaú e Piracicaba.

Joaquim Pires de Campos casou-se com Anna Joaquina Ferraz ainda no ano 1862. Joaquim e Anna tiveram apenas um filho, João leite Ferraz de Campos, pois no final do ano de 1863, Joaquim Pires de Campos faleceu, deixando-a viúva aos quinze anos e metade da fazenda Mandaguahy, 249.5 alqueires ou 598 hectares e a outra metade para seu filho.

No inventário de Joaquim Pires de Campos a fazenda é descrita com pouco detalhe, mas nota-se que já havia toda uma estrutura montada, como bens de raiz são citadas casas, senzalas e mais benfeitorias avaliadas em 1 conto e setecentos mil réis.

Ana Joaquina Ferraz casou-se pela segunda vez com Joaquim do Amaral Campos, não tendo filhos deste matrimônio. Ficou viúva pela segunda vez em novembro de 1866 aos 18 anos. Seu segundo marido lhe deixou alguns móveis, tais como catres, cômodas, canastras, dobradiças, pregos e 11 arrobas (165kg) de açúcar. Podendo-se inferir que havia provavelmente um pequeno engenho na Mandaguahy, apesar deste não ter sido inventariado. As benfeitorias incluíam casas, senzalas, paiol, gramados (pastos formados), cafezal e roças.

Anna Joaquina ,18 anos, um filho, proprietária de terras, casou-se então com o também Viúvo Francisco de Paula Almeida Prado, o "Major Prado", em janeiro de 1867. Francisco de Paula, 46 anos, 8 filhos, 40 escravos ,era proprietário da Fazenda Riachuelo também originária da gleba inicial chamada Fazenda Pouso Alegre e irmão de Antonia de Almeida Prado.

Major Prado foi o último dos irmãos Almeida Prado a tomar posse de suas terras. Ao abrir sua fazenda em 1865 nomeou-a São José do Riachuelo em homenagem a batalha da Guerra do Paraguai. Francisco de Paula Almeida Prado, foi líder político do partido conservador, major pela guarda nacional durante o Império e benfeitor. Na vila de Jahu foi delegado, juiz municipal, fez doações para a construção igreja matriz, a aquisição do órgão de tubo alemão, de um terreno de um quarteirão para a construção da Santa Casa de Misericórdia de Jahu e era acionista do Banco Melhoramentos de Jaú.

Ana Joaquina e Francisco de Paula foram casados por 37 anos e tiveram 07 filhos. Moraram ora na Fazenda Riachuelo, ora na Fazenda Mandaguahy, bem como, na cidade de Jaú, na rua que hoje leva seu nome. Major Prado faleceu aos 83 anos de idade na cidade de Jaú em 1904.

Após o falecimento de seu marido Ana Joaquina mudou-se para São Paulo, vivendo nesta cidade até seu falecimento em 1929.

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